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História do Hospital Moderno

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Exemplos antigos

Para muitas culturas antigas, a medicina e as práticas médicas estavam intimamente ligadas à religião. Alguns dos primeiros exemplos documentados de hospitais eram antigos templos gregos. O deus grego Asclepius era conhecido por suas habilidades de cura e os templos dedicados a ele eram conhecidos como Asclepieia. Esses santuários funcionavam como centros de culto, aconselhamento médico, prognóstico e tratamento.

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Três grandes lajes de mármore foram encontradas em um templo em Epidauro que datava de 350 aC; preservados nas tabuletas estavam os nomes, histórias de casos, sintomas e tratamentos de cerca de 70 pacientes gregos separados. Templos semelhantes foram construídos pelos romanos, que adotaram Asclépio como sua própria divindade. A influência do deus-curador existe até hoje. O Bastão de Asclépio, representado como um cajado com uma única cobra enrolada em volta, é o logotipo de muitas organizações médicas modernas.

Medicina Romana

Os romanos construíam edifícios chamados valetudinários para cuidar de seus soldados doentes, escravos e gladiadores. Depois que o Império Romano declarou oficialmente o cristianismo uma religião aceita, os cuidados médicos tornaram-se mais difundidos; logo cada cidade-catedral tinha um equivalente hospitalar. Alguns desses hospitais também continham bibliotecas e programas de treinamento para médicos residentes, bem como funcionários claramente distintos. A equipe do hospital em bizantino estava dividida entre os hyperetai (ordenanças), hypourgoi (enfermeiros) e archiatroi (médico-chefe).

Europa primitiva

Os cuidados hospitalares começaram a se tornar seculares durante os anos 1500. Os membros da Reforma Protestante se opuseram à ideia cristã popular na época de que a graça de Deus poderia ser obtida por meio de doações para instituições de caridade ou sofrendo silenciosamente sem cuidados. Quando o rei Henrique VIII dissolveu os mosteiros ingleses, galeses e irlandeses em 1540, a igreja imediatamente retirou seu apoio dos hospitais locais. Os cidadãos de Londres pediram à monarquia que apoiasse os hospitais de São Bartolomeu, São Tomás e Santa Maria de Belém, que se tornaram as primeiras instituições médicas seculares.
As crenças protestantes também enfatizavam a ciência médica em vez dos aspectos religiosos do atendimento ao paciente, fomentando a ideia de que os deveres do médico e da enfermagem eram uma profissão acadêmica.

Iluminismo moderno

A Era do Iluminismo de 1700 ajudou a criar os hospitais com os quais a maioria das pessoas está familiarizada hoje. Os hospitais tornaram-se centros que atendiam apenas às necessidades médicas e contavam com médicos e cirurgiões treinados. Os serviços médicos tornaram-se mais especializados e os hospitais enfatizaram o uso de métodos modernos de tratamento para curar os pacientes, tornando-se centros de inovação médica. Os dispensários beneficentes tornaram-se populares na década de 1770, oferecendo gratuitamente aos cidadãos pobres os medicamentos necessários.

Em 1803, o médico inglês Thomas Percival publicou um sistema abrangente de conduta médica intitulado “Ética Médica, ou um Código de Institutos e Preceitos, Adaptado à Conduta Profissional de Médicos e Cirurgiões”, que rapidamente estabeleceu o padrão para livros e educação médica.

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